domingo, 30 de novembro de 2014

Fermentado em Barril de Carvalho Francês !!!!!!

     Há 45 dias, estou cultivando uma cerveja que é de longe a mais complexa em aromas e sabor que já fiz.
     No processo de mostura em sí não tem nada de novo. Nos ingredientes tão pouco.
     O que surgiu de novidade foi a fermentação.
    Comprei um barril de carvalho francês da Tanoaria Espanha e resolvi fermentar 10 litros dentro dele.
1 mês de preparação antes do uso.
     No início, o medo de dar merda !!! mas só iria descobrir depois de um tempo.
     Feito todos os procedimentos de preparo do Barril, foi só fazer o mosto.
     Receita básica com o que tinha disponível para uma Belgian:
5,30 kg
Pilsner
0,30 kg
Munich II 
0,30 kg
Wheat Malt
0,25 kg
Cara Ruby 50
0,25 kg
Cara-Pils/Dextrine
0,20 kg
Caramel/Crystal Malt -120L 
0,10 kg
Chocolate Malt 
--------  OG: 1,079 -------- 
19,00 g
Styrian Goldings  Fervura 60,0 min
15,00 g
Magnum  Fervura 60,0 min
14,00 g
Saaz  Fervura 20,0 min
--------  IBU: 31 -------- 
       Levedura Scottish Ale da bio 4 com satrter de 48 horas.

     Ajuste nos sais da água adequado para o estilo, ajuste do pH da água com ácido lático para 5.2, rampa única a 68 graus com mash out a 75 e pronto.
    Depois foi colocar 10 litros para fermentar da maneira tradicional  e os outros 10 litros para fermentar no barril. A temperatura de fermentação ficou nos 20 graus.
     30 dias fermentados depois...
     7 dias de carbonatação forçada com 1,0 kgf de CO2...
     Engarrafamento com counter pressure...
     

       Extremamente complexa. Muito gostosa e única.
     A diferença entre a cerveja com fermentação no barril é muito grande se compararmos com a fermentada do modo normal.
       Com certeza vou repetir a dose quando essa acabar.
     

domingo, 24 de agosto de 2014

Literatura Cervejeira - Homebrew Books

Para quem quiser se aprofundar com mais detalhes, segue alguns livros que estão na rede.
Todos estão com ótima qualidade.
Links abaixo da capa.
Enjoy !!!!

Artisan Beer

Brew Chem 101

Brew like a Pro

Brewing with Wheat

Cider - Making, Using

Extreme Brewing

For the love of hops

Home Brewing - Self Sufficiency

The Great American Ale Trail

The vintage beer

Brewing beer - illustrated guide

 A taste`s guide - Vintage Beer

The craft of Stone Brewing

Yeast - The pratical Guide

The audacity of Hops

Wild brews

 Water: Comprehensive Guide 
http://ul.to/nga4rzbs

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Robust Porter - Medalha de Prata

  Fiz uma Robust Porte sem pretensão nenhuma. 
  Quem bebeu gostou.
  Até então tudo bem...
  Mandei pro Sul Brasileiro e não é que deu boa !!!!
  O interessante de mandar cervejas para concursos são os feedbacks. Nos comentários dos juízes me atentei a um fato recorrente nos dois estilos que enviei e que não tinha percebido.
  Com certeza devo ter cometido o mesmo erro em levas anteriores. Agora com as dicas que me foi dado nas avaliações, farei as devidas correções.
   Sempre que tiverem oportunidade, se inscrevam em concursos. 
  Apenas um pedido as Acervas: Não limitem os concursos apenas para sócios. A participação de todos engrandece o evento e o movimento.





 

domingo, 4 de maio de 2014

Imperial Stout

Um pequeno Time-lapse da Brassagem de um RIS que fizemos nesse sábado.
85 litros de uma bela cerveja com receita elaborada a 4 mãos.


Essa promete !!!

domingo, 13 de abril de 2014

Santa CatarIPA - Versão final

   Muito tempo sem postagens, mas muitas novidades.
   Desde que coloquei meu último post, me dediquei a aperfeiçoar uma receita de IPA que fosse perfeita para mim.
   Foram 4 levas que me levaram a, finalmente, encontrar a batida perfeita. Não é só a receita que proporciona uma boa cerveja, mas o processo em si.
   Vou dividir em tópicos tudo aquilo que nunca mais deixarei de fazer em minhas levas. Seja qual estilo for. Interessante é que são práticas onde não pensei em me aventurar quando estava no início, mas agora vivenciei que fazem a diferença.
    1- Receita: A receita da minha última leva foi a melhor. A redução gradativa de malte caramelo foi fundamental para que ela ficasse no ponto certo.
Além disso, o extrato de lúpulo que usei na última leva  proporcionou um amargor limpo e agradável.
   84,5 %  Pilsen
   5,6 % Cara-Pils/Dextrina
   5,6 % Caramel/Crystal - 20L
   4,2 % Candy Sugar  (o original de beterraba)
   5 g extrato de lúpulo Aurora - 60 min.
   10 g Centenial  - 30 min
   2 g extrato de lúpulo Aurora - 30 min.
   15 g Simcoe - 15 min
   10 g Amarillo - 15 min
     WLP001 com starter de 36 hs.
     OG: 1,070 / FG: 1,013
     IBU: 60 

Extrato de Lúpulo 40% A.A
   2 - Mostura: 50 ⁰C - 10 min.
                       66 ⁰C - 50 min.
                       74 ⁰C - 10 min.
                       Fervura - 60 min.
   Esta configuração trouxe uma cerveja com pouco corpo mas sem ser seca. Gostei muito.
   Algo que aumentou bem minha eficiência foi a adição de pH Stabilizer 5.2. Fica aqui uma dica: sempre que adicionava o pH Stabilizer na água eu não via o pH indo para 5.2. Um colega me disse que por ser um tampão, o pH deveria estar próximo ao desejado para então mantê-lo assim. Passei a colocar o PH Stabilizer depois dos 10 primeiros minutos da brassagem. E funcionou.
   Eu não entendia muito bem quais os benefícios em se ajustar o perfil da água com sais. De maneira bem resumida - bem resumida mesmo -  um perfil de água com predominância de íons sulfato acentuam características de amargor; já com predominância de íons cloreto, auxiliam no caráter maltado.
   Como é uma IPA, ajustei para 180 ppm SO4 e 50 ppm CL. É difícil dizer que este ajuste foi fundamental, mas psicologicamente funcionou. E como tudo tem uma certa lógica, prefiro acreditar que vale a pena.
Sais para ajuste do perfil da água

     Quem quiser mais detalhes pode baixar o livro Water: A Comprehensive Guide for Brewers (http://uploaded.net/file/nga4rzbs)
    3 - Fermentação: Usei o US-05 2 vezes e o WLP001 2 vezes. A única diferença foi na eficiência da fermentação. O fermento líquido teve uma maior conversão - uma IPA com FG mais baixa tem seu valor.
   Um bom starter é imprescindível. Agora sempre uso 2 litros com adição de nutrientes. Deixo decantar o fermento e jogo fora o excesso. Só coloco no fermentador uns 500 ml dos 2 litros inicial.
   Paciência é a alma do negócio. Foram no mínimo 13 dias de fermentação a 19 ⁰C até a conversão total.

   4 - Dry hoping: Após muito pesquisar e tentar algumas técnicas, achei ideal fazer o Dry Hoping no fermentador secundário. Após a fermentação completa, transferi a cerveja para um fermentador secundário para tirar o excesso de fermento e adicionei 40 gramas de lúpulo. 20 g de Simcoe + 20 g de Cascade
   Usei um saquinho para colocar os pelets e deixei a 15 ⁰C por 6 dias. Coloquei um peso dentro dos saquinhos para não boiarem.

   5 - Maturação: Retirei o saquinho com lúpulo e adicionei gelatina. Coloquei para maturar a 0 ⁰C por 10 dias. Resultado: uma cerveja super limpa, vem aromática e sabor incrível.

   6 - Carbonatação: 2 Kgf de co2 nas primeiras 24hs e depois 0,8 Kgf até a estabilização da pressão. Apanhei muito para acertar o nível correto de carbonatação. Mas esse aqui deu na medida.

   Comparando com algumas cervejas comerciais de nome, fico feliz em anunciar que, para o meu paladar, não devo nada para nenhuma delas. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Beersmith V 2.0.57

A pedidos: versão atualizada no blog do Beersmith v 2.0.57.
Se gostou aconselho você a comprar.
Vale a pena.
http://uploaded.net/file/fusb7oek

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Santa CatarIPA


Vem ai Santa CatarIPA.

 
Não é apenas mais uma IPA.
É uma autêntica PXTO

sábado, 29 de junho de 2013

Fenix Brew

   Após mais de um ano sem escrever nada... Eis que ressurge das cinzas.
   Não que a atividade cervejeira tenha parado. Pelo contrário. Foram 8 brassagens com muita coisa nova.
   São tantas informações e troca de experiências que você acaba por inventar mais do que pode beber.
  De maneira resumida, nesses últimos meses foquei em três pontos: Rampa de brassagem, resfriamento e fermentação.
   1 - temperatura de brassagem: Muitas rampas são indicadas e com teorias mil. Testei várias. No final cheguei a conclusão de que uma pequena parada proteica, 60 min. em 66 - 68 ⁰C , e um mash-out, é o suficiente para uma mostura que vai te dar uma cerveja bem equilibrada e com boa atenuação. 
   Chega de neura em controlar a terceira casa decimal com medo de que a temperatura passe de 67 para 68. Dado nossas condições de controle, não é isso que vai fazer sua brassagem dar errado.

   2 - resfriamento: Eu sempre usei chiller de imersão (serpentina de cobre) e nunca tive problema algum. Já com o chiller dentro da panela eu fazia o whirlpool e o mosto ia para 28 graus em cerca de 40 minutos.
   Mas devido a curiosidade e tudo o que lemos por ai, migrei para o chiller de placas. A esperança era de que todo o processo se fizesse em poucos minutos.
   Até que o resfriamento em si é bem rápido e eficiente. Em pouco mais de 20 minutos o mosto vai de 100 ⁰C para 25 ⁰C. Mas o processo de limpeza do chiller para evitar problemas de contaminação futuros faz com que o tempo total fique no mesmo.
   Mas sempre tem alguma coisa a se melhorar e pretendo otimizar essa etapa com algumas modificações no set-up. 

   3- fermentação: Certa vez li em uma pesquisa quais eram as prioridades de investimento que um Homebrew deveria ter. A maioria disse que o controle de temperatura durante a fermentação deve ser o foco. Como essa etapa já estava resolvido para mim, resolvi me aventurar no mundo do fermento líquido.
  Várias cepas, com várias característica de aroma e sabor fazem nossas cervejas sempre serem novidade. No final das contas conclui que vale a pena usar o fermento liquido. Agora com certa facilidade de adquirir White Labs, Bio 4 e Wyeast, fica menos arriscado comprar a cepa que melhor se adequa ao estilo de cerveja que você quer fazer.
   Mas uma coisa eu aprendi: Um bom starter é fundamental. Sem ele o uso de fermento líquido é brincar com a sorte. É ele que vai garantir o número de células viáveis ideal para uma completa atenuação do seu mosto.
    Sofri no começo com starter mal feito. Mas agora eu sei, sem ele é melhor usar as leveduras secas.
  Agora que tenho esses três pontos já bem resolvidos, vou focar em algo que não se compra: Paciência e foco na meta.
  Nada de querer que tudo fique pronto em 3 semanas. Se o mosto ainda não atenuou, fazer o que... esperar é a solução. Meu tempo médio de fermentação nas últimas levas foram de 2 semanas contra 5 a 6 dias desde que iniciei. Vale a pena ter paciência em todas as etapas.
  Quase esqueci, FOCO. Chega de inventar receitas e estilos mirabolantes. Foram 27 receitas diferentes "na busca pela batida perfeita". Agora vou focar numa receita que me agrada até ficar como eu gosto.
  Só depois passo pra outra.
  Não sei se acrescentei algo, mas pelo menos não saio do ar por inatividade.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

PXTO nº 16 - Trapista

   O motivador de ser um cervejeiro caseiro é que nunca estamos satisfeitos com o equipamento que temos, com as técnicas que aprendemos e muito menos com as cervejas que fazemos.
   Estamos sempre buscando algo a mais. Seguindo essa linha de evolução, a PXTO nº 16  inaugura 3 novos elementos:
     ► Um moinho de 2 rolos
     ► Fermento líquido da White Labs
     ► Um super Stir Plate para ativação dos fermentos
   O moinho comprei do Breda, muito bem acabado e o custo benefício vale a pena. Iniciei a jornada da moagem buscando a melhor regulagem entre os rolos e acertando a velocidade da furadeira. Levei quase uma hora para acertar a distância correta, e no final ficou próximo de uns 0,4 mm. Usei o cartão de associado da Acerva como gabarito e deu certinho. Uma moagem rápida e uniforme.
    O fermento escolhido para esta leva foi o WLP 500 Trappist Ale. Fiz um starter com extrato de malte resultando um mosto com OG de 1.036. Deixei agitando no Stir Plate meio gambiarrado que elaborei até o momento da inoculação. Foram 16 horas ativando as crianças.
Agitador magnético improvisado. 

16 horas de ativação
   Depois das 16 horas não observei nenhuma atividade das leveduras. Até cheguei a pensar que tinha feito alguma coisa errada.
   Moído o malte, levedura preparada, vamos a brassagem. A receita foi simples e sem inventar muito.
2,50 kg Pale Ale
2,50 kg  Pilsen 
0,40kg Cara 20
0,40 kg Cara 50
0,30 kg Wheat Malt
0,50 kg Candy sugar
7,00 g Columbus  60 min
10,00 g Cascade 45 min
15,00 g Cascade 30 min
   Rampa de 55º c por 10 min, 68º c por 60 min e mash out a 78º c por 10 min.
   O mosto ficou com uma OG de 1,069. Um pouco acima do esperado, no entanto me rendeu apenas 18,5 litros no fermentador (esperava uns 21 l). Sempre perco um monte de cerveja no trub que fica no fundo da panela. Tenho que achar uma maneira de resolver esse problema.
    Aerei bem o mosto, mais que o normal, pois dizem que esses fermentos líquidos são temperamentais.
   24 horas depois de inoculado o as leveduras, nada de atividade no airlock. 32 horas depois nada também. Comecei a ficar desesperado.
    Pesquisei um monte e ví relatos de até 48 hs de lag time. Pelo que ví, leveduras líquidas precisam de um tempo maior para pegar no tranco.
    Só depois de 38 hs é que as bolhas começaram a sair. Agora estou preparado para esperar mais da próxima vez. Levedueas Lagers demoram mais, então que for se arriscar, paciência.
     Mais uma vez... é só esperar.


    
    

domingo, 11 de março de 2012

Cerveja velha.

    Desde que iniciei minhas levas venho guardando duas garrafas de cada uma.Tenho cervejas com mais de ano e meio engarrafadas.
     Então resolvi abrir uma de cada e sentir como estão após fazerem aniversário. Algumas estavam intragáveis e outras excelentes.
    As que não estavam boas, de modo geral apresentavam um gosto pouco azedo e muito seco. As de trigo (2 levas) estavam super carbonatadas. Um verdadeiro sonrisal.
   Curioso é que as piores foram as primeiras levas. Aquelas em tomei maior cuidado na preparação e também tinham um menor IBU.
   As melhores (e muito gostosas diga-se de passagem) foram as PXTO 6, 7 e 11. As lagers foram as melhores colocadas entre as velhinhas. 
   Me empolguei com a PXTO nº 7. Deliciosa !!!!
  Tanto que vou repetir a receita na próxima semana. Se permanecer como estava antes será com certeza a melhor que fiz até o momento.

Até....

    


quinta-feira, 1 de março de 2012

"Home Brewing is fun again!"

    Esse é um site bem legal que vale a pena ver.
http://brewershub.com/

    Nele você pode postar receitas, consultar outras, ver tutoriais criados por homebrewers do mundo inteiro, fóruns e um monte de outras coisas.
    Dá uma olhada pra matar o tempo.



domingo, 29 de janeiro de 2012

Arquivos postados.

Pois é...
Como a SOPA pegou o Megaupload, os links que sugeri para dowloads também se foram.
Vamos esperar para ver no que vai dar essa história e se conseguir algo em outro site Legal sugiro novamente.
Até mais.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

PXTO 15 - Smoketoberfest

   Para iniciar bem o ano fiz uma Smoketoberfest. Não sou o  D2, ma é uma cerveja que vou em busca da receita perfeita. Se essa primeira leva não sair com as características que me agradam farei outra, e outra e ...
   A receita é a mesma base da PXTO 7, apenas substituindo 1 kg do malte Pale Ale por 1 kg de malte defumado. O lúpulo também foi mudado. Foram 30 gramas de Cascade em 60 min e 10 gramas de U.S Goldings em 30 min.
   Na Oktoberfest anterior o Amarillo se sobressaiu um pouco, por isso resolvi substitui-lo.
   Mais uma tentativa foi feita com o pH Stabilizer já que minha primeira foi mascarada por erros subsequentes. Dessa vez parece que deu certo. Usei aquelas tirinhas para medir o pH e ela indicou algo próximo de 5,0.
A fitinha de baixo mostra um mosto com pH próximo de 5,0.
   Na brassagem inclui a decocção. Retirei 3 litros do mosto após 15 minutos do início da brassagem e mantive a 70 graus por 15 minutos, depois fervura por mais 15 minutos e finalmente retornei ele para o restante do mosto (que ficou em 65 graus por 45 min.).
Panelinha da Decocção.
   Ao retornar o mosto da decocção na panela tudo foi para 69 graus. Mantive assim por mais 20 minutos e depois mash-out.
   Para não cometer nenhum erro na conversão dos açucares pedí auxílio ao teste do amido. Indicou que tudo estava bem.
Teste do amido em 30 min. da brassagem (esquerda) X final da brassagem (direita).
   Obtive na lavagem 25 litros de mosto com uma OG (antes da fervura) de 1,053. Maior que o estimado pelo Beersmith. Acho que foi o pH !!!!
   Para não fugir muito do planejado e finalizar o processo com mais cerveja, adicionei mais 3 litros de água na fervura para que a OG final batesse com os cálculos. Resultado: 21 litros a uma OG de 1,060. EXCELENTE !!!!!!
   Fermentação com S-23 por 10 dias a 14 graus, sendo que no último dia farei o descanso diacetil.
   Depois é maturar.
 



domingo, 18 de dezembro de 2011

Bourbon Imperial Stout - Update

   Pois é.... Cansaram-se todos.
   Ficou na FG de 1,030 mesmo.
  Na tentativa de ressuscitar os bichinhos, transferi a cerveja para outro fermentador e peguei uns 200 ml do slurry. Coloquei o fermento num mosto preparado com malte Pale a uma OG de 1,040 e esperei eles entrarem em atividade de novo.
  Joguei no fermentador e esperei mais uns 4 dias. Até que saiu uma bolhas no airlock, mas nada da densidade abaixar.
   Depois de 14 dias em espera resolvi jogar a toalha e aceitar uma FG de 1,030. Pesquisei um pouco e achei problemas semelhantes com cervejas de alta OG. Me conformei um pouco ao ver que uma densidade final entre 1,020 e 1,030 podem resultar em boas cervejas. 
   Acho que o tempo da sacarificação foi pouca para tanto malte. Como não faço o teste de amido, não sei se houve completa conversão do amido. Quem sabe pode ter sido isso.
    Espero que não fique uma cerveja desequilibrada. 
    Mas tudo bem.
    Transferi para o maturador com o extrato de baunilha e deixarei a 0 graus.
    Mais uma vez é só esperar. Esperar... e Esperar...
   
   

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Bourbon Imperial Stout

   Depois de muita elaboração, brassei a Imperial. Foi muito mais malte do que estou acostumado em minhas levas. Também... para uma OG de 1.090 só moendo muito malte.
   Por ser uma cerveja bem robusta, comecei a inventar muita coisa para compor a receita, mas depois percebi que estava viajando demais e me contive um pouco. Apenas a idéia inicial do extrato de baunilha com bourbom na maturação permanece.
   A receita ficou:
3,0 kg Pale
2,6 kg Pilsner
1,5 kg Munich
0,7 kg Crystal Malt  30
0,35 kg Chocolate
0,35 kg Aveia Torrada
0,4 kg Candi Sugar
30 g columbus a 60 min.
25 g amarillo a 60 min
15 g U.S Goldings a 30 min.
Aveia torrada no pontop certo.
     A brassagem foi a uma temperatura única de 68ºc por 60 minutos e mash-out a 78ºc por 10 min.
    Recirculado o mosto, lavado os grãos e posto para ferver por uma hora, obtive 19 litros a uma OG de 1.090.
   Para fermentar algo nesse nível coloquei dois pacotinhos de fermento. Um de T-58 e outro de S-33. Misturei sem nenhuma pretensão de sair algo revolucionário; Apenas porque eram as únicas cepas que eu tinha em casa para aguentar um pouco mais de álcool.
Linda cor !!!!
    Em menos de 4 horas já começou a atividade no airlock. Da mesma forma que iniciou rápido também parou rápido. Em dois dias a atividade estava pouca. Algumas bolhas em espaços longos de tempo. Com 7 dias de fermentação a densidade estava em 1.035. Deveria descer para no mínimo 1.020.
Começou bem... mas depois cansou.
    E agora José ???... Bem, vou bolar alguma coisa para não passar em branco e tentar acordar as leveduras.
   Não tá morto quem peleia.







quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Livro e cultura cervejeira - 2

Encontrei mais alguns e-books e estou disponibilizando aqui.
Não precisa nem dizer que se você gostou de alguns deles é só ir na livraria mais perto de seu lar e adquirir. Esses aqui são só amostras grátis.

Great American Craft Beer - Andy Crouch: http://www.megaupload.com/?d=QGPCUUOO
The Homebrewer's Recipe Guide More Than 175 Original Beer Recipes: http://www.megaupload.com/?d=40YHH2WM

* Pirataria é crime !!! 

sábado, 26 de novembro de 2011

Extrato de baunilha

   Iniciando os preparos para a Bourbon Imperial Stout já preparei o extrato de baunilha. Como não tenho cavacos de barril de Bourbon nem mesmo um barril, vou usar um extrato feito com o mais puro bourbon do Kentucky.
   Usei uma fava e meia de baunilha e 300 ml de Jim Beam Devil´s Cut.
   Para o preparo da baunilha apenas cortei a fava no sentido longitudinal expondo suas sementes.

 
   As favas cortadas foram imersas no Jim Beam e a mistura ermeticamente fechada para uma completa extração dos sabores e aromas da baunilha. O Jim Beam Cut é uma edição que possui notas mais aguçadas de baunilha, caramelo e carvalho, por isso acredito que o extrato final vai proporcinar boas notas à cerveja.
 
   Já está a 30 dias na fase de extração. Agora é só esperar a brassagem.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Garrafas

Isso nunca me aconteceu antes !!!!!
   Uma das maiores peleias para todos nós é buscar garrafas, limpar, tirar o rótulo e sanitizar.
   Sempre fiz essas etapas com o maior cuidado para não contaminar a cerveja depois de engarrafada. Mas olha o o achei :
Colonias cervejeiras na minha garrafa !!!

   Até hoje foram aproximadamente 730 garrafas utilizadas em minhas levas e só essa apresentou contaminação.
   Não me impressionou muito, mas me alertou ao fato de que coisas assim acontecem
   Lembrem-se: Pode acontecer com você.





sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PXTO n⁰ 13 - WeizIPA


            Essa não é nem uma Weizen nem uma American IPA, é simplesmente a mistura das duas.
            Porque misturar ? Tudo começou quando fiz minha primeira compra de lúpulos em conjunto com o amigo Fabrício e dividimos o montante. Resultado: Estoque super dimensionado de lúpulo.
            Então nada mais natural que começar a gastar antes de ficar muito velho. Minhas três últimas levas já iniciaram a missão. Todas elas com IBU próxima de 40. Ótimas experiências, pois cervejas bem lupuladas e equilibradas no corpo e álcool saem muito saborosas.
            A receita de grãos foi de uma cerveja de trigo sem muita invenção usando o que tinha no estoque, mas com uma pitada a mais de lúpulo.
3,00 kg Pilsner
2,00 kg Malte de Trigo
0,55 kg Vienna
0,30 kg Crystal Malt 40
25 g Columbus a 60 min.
20 g Saaz a 30 min.

A rampa foi de 15 min. em 55 c seguido de 50 min. a 64 c e mashout em 78 c.
Usei metade de um saquinho de US-05 e outra metade de WB-06 para ver no que vai dar.
            Foi pro fermentador a temperatura controlada de 18 graus. O controle ficou por conta de um super equipamento que se mostrou eficiente.
Controlador responsável por manter os 18 ⁰c.

Sistema completo de controle seguindo normas rigorosas de qualidade.
        A geladeira é a responsável por resfriar (lógico !!!), para dar uma esquentadinha quando a temperatura baixar do Set Point um secador de cabelo liga automaticamente, e se desliga quando o set point chegar ao desejado. Para manter uma temperatura homogênea em todo interior da câmara de fermentação, um super Cooler fica ligado o tempo fazendo a circulação forçada em todo o interior da geladeira.
Resultado: Temperatura controlada e homogênea dentro da geladeira o tempo todo. Condição perfeita para uma cerveja perfeita.
De novidade nesta leva usei o PH 5.2 Stabilizer. Produto revolucionário que promete aumentar a eficiência e manter o pH sempre em 5.2. Usei um pouco na água de brassagem e outro pouco na água de lavagem. Perguntem-me se funcionou...
Pois é. Não sei dizer. Primeiro porque não medi o pH para saber se realmente ele fica no patamar de 5.2. E segundo porque me enrolei na hora da lavagem e coloquei menos água que o necessário.
Para corrigir o erro resolvi completar a água durante a fervura pois a OG iria ficar maior que o objetivo. Nesse ponto coloquei mais água que o calculado pelo Beersmith e tudo ficou uma bagunça. Não sei se a eficiência melhorou ou piorou.
Não é dessa vez que vou saber se esse troço realmente funciona.
Mas no final deu 21 litros de mosto com OG de 1,055. É a primeira vez que consegui mais que 19 litros no fermentador.
Agora é esperar.