quarta-feira, 9 de março de 2011

Carbonatação da Oktoberfest


            Depois de 30 dias parei a maturação e resolvi testar a carbonatação forçada.
            Coloquei 10 litros no Post Mix e os outros 10 litros engarrafei com priming mesmo. Quero ver se vai ter diferença de sabor entre os dois métodos.
            No priming usei 7,2 g/l de açúcar refinado. Fiz uma solução com água de modo a colocar 10 ml em cada long neck.
            Para o Post Mix usei uma pressão de 0,85 kgf/cm2 para um volume de CO 2 na cerveja de 2,7 l. Usei o site http://hbd.org/cgi-bin/recipator/recipator/carbonation.html?11375875#tag para o cálculo da pressão a ser utilizada. 
            O método é simples: Duas ou três vezes por dia dar uma calibrada no CO 2 de forma a manter esta pressão até o momento em que ela estabilizar.
            Pelo que andei pesquisando uns 4 dias é suficiente. Dá até para agilizar um pouco balançando o barril, no entanto dizem que não é aconselhável.
            Para quem esperou 45 dias, uns dias a mais não faz diferença.
            No final ela ficou assim:
                           
       
             O aroma levemente maltado equilibrou com o sabor dos maltes Viena e Munich. Ficou como eu gostaria. O IBU ficou na medida e os lúpulos que escolhi ficaram bem discretos.
             Mas a carbonatação... Não gostei. Achei baixa. Não deu aquela sensação refrescante. Conversei com algumas pessoas mais experientes e acho que realmente eu deveria ter carbonatado com mais pressão. No mínimo 1,5  kgf/cm2 de CO 2 na próxima vez.
            Tá certo que é a carbonatação indicada para o estilo, mas  acredito que é melhor fazer algo ao nosso gosto que ficar se amarrando em características de estilos.
              Mas deu boa !!! Foi uma das mais saborosas que fiz até agora.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

PXTO 7 - Oktoberfest / Marzen

Antes de inventar a geladeira, era quase impossível a fabricação de cerveja lager no verão. O clima quente durante a fermentação trazia sabores indesejáveis e contaminações por bactérias. A produção terminava na primavera  e recomeçava no outono . A maioria  era produzida em março (Märzen).
Märzenbier é encorpada, sabor rico e  tostado, de cor cobre escuro e com médio a alto teor alcoólico.
Sei que não é março, mas foi uma dessa que resolvi fazer.  Minha primeira Lager.
A receita foi pesquisada a fundo e com certas alterações para ficar ao meu gosto. No final saiu assim (para 20 l):

2,60 kg Pale Malt
1,50 kg Vienna
 1,20 kg Munich
 0,20 kg Melanoidina
20 g Amarillo Gold a 65 min.
7 g Amarillo Gold a 10 min.

A intenção do malte Melanoidina era para dar um certo aspecto de Bock sem fazer decocção, mas acho que coloquei pouca quantidade.
Uma rampa simples de brassagem com 65 minutos a 65 C, no final 78 C por 10 minutos para mash out.
Sei que lúpulo nos 10 minutos finais foge um pouco do estilo, mas eu queria um cheirinho do Amarillo na cerva.
Tudo bateu bem certo: OG de 1,057 e depois de 14 dias fermentando a 10 C. A FG ficou em 1,015. O teor alcoólico deve girar dentro dos 5,4.
Ela está maturando faz 22 dias a 0 graus, e o sabor por enquanto está melhor que o esperado.
Um fato engraçado aconteceu; mesmo depois da purga do fermento e a passagem para o maturador, mesmo a ZERO graus, o airlock continuou a soltar bolhas por uns 4 dias.
Nessa leva vou fazer uma experiência: Metade vou carbonatar com CO2 e a outra metade com priming. Quero sentir a diferença de sabor.
Tomara que o longo período de maturação não reduza as células viáveis de fermento a ponto de prejudicar o priming.
Vamos ver o que vai dar no final.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Counter Pressure: Pronto e aprovado.

  
  O Counter Pressure está pronto, testado e aprovado.
  Demorei apenas poucas horas para montar, meio dia para encontrar as peças e 30 segundos para encher uma garrafa.
  A grande sacada na hora de montar é escolher uma válvula de ajuste fino na saída da purga lateral. É por lá que consegui regular a velocidade de entrada da cerveja.
  Se a cerveja entra muito rápido acaba espumando muito. Sendo assim, temos que regular a purga de modo a não ser muito demorado, nem a gerar espuma.
  A operação é simples: Consiste em expulsar o oxigênio de dentro da garrafa, pressurizá-la e depois abrir a válvula da cerveja que vai entrando conforme você alivia a purga.
  Não é tão difícil quanto parece lhe dar com as 3 válvulas. Até porque você não mexe nelas simultâneamente.
   Encontrei recomendações de utilizar com uma pressão um pouco maior da que carbonatamos, assim a perda de gás é mínima. Além da cerveja estar gelada.
  Gastei R$ 90,00 para fazer, mas acredito que em um grande centro fique mais barato.
  Usei cano de cobre, mas vou colocar um de inox em breve pois não encontrei onde moro.
  Ainda quero testar o Beer Gun de um colega meu e tirar a dúvida de qual é melhor.
  Uma coisa é certo: O Counter Pressure é uma boa escolha.
 
 
 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O poder do açucar.


  No início era  malte, mas depois o açucar apareceu e mostrou que também podia fazer parte da história. As Belgas que o diga.
  Aqueles mais puritanos que me perdoem, mas quando lí a tal da Lei da Pureza interpretei muito mais como uma medida econômica do que simplesmente a vontade de manter a cerveja pura.
  Comecei a usar açucar em algumas de minhas receitas, principalmente nas cervejas que tinham a pretenção de ser Belga.
  Melhor do que Eu citar as vantagens e desvantagens de colocar açucar em nossas receitas, leiam este ótimo material do Daniel e Diogo Ropelato que achei na Net. http://www.megaupload.com/?d=HC2ZWZH0
  Tirem suas próprias conclusões.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Counter Pressure Bottle Filler

  Depois de ter adquirido 2 Post Mix e todos os apetrechos necessários para embarrilhar minhas produções, passei a pesquisar sobre o melhor método de engarrafá-las.
  O desafio era unir um método prático e que prejudicasse o mínimo possível o nível de carbonatação.
  Basicamente encontrei no mercado 2 utensílios para isso: o Beer Gun e o  Counter Pressure Bottle Filler.
  O Beer Gun me pareceu mais fácil de usar. Porém a idéia de retirar um líquido pressurizado e colocar em um ambiente atmosférico (a garrafa), sugere uma leve perda de carbonatação e de repente até propensão a oxidação da cerveja.
  Preciosismo ou não de minha parte, optei pelo Counter Pressure. Além de, teoricamente, mais adequado, o que me agradou foi o desafio de fazer um desses.
Usei como base este escopo:

   Depois que eu tentar fazer, posto aqui o resultado final e as impressões sobre sua funcionalidade.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

As outras

  Como resolvi bolar este Blog apenas depois de ter feito 8 levas, não vou atualizar todas as brassagens agora. Mas aos poucos vou relatar de maneira breve como foram feitas.
  Uma coisa eu adianto: Com a experiência de mais 7 PXTO`s, e muita troca de idéias com os amigos, as coisas vão ficando cada vez mais fáceis e claras.
  Os equipamentos foram sendo adequados de acordo com o entendimento mais refinado da arte de se fazer cerveja.
  E as cervejas, claro, estão ficando cada vez melhores.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A primeira de uma série.

  A primeira foi uma Belgian Blond Ale.
  Me atrapalhei um monte. Típico de um iniciante empolgado que não conhece bem as particularidades da lida e que tentou fazer tudo sozinho.
  A receita não foi lá a ideal para o estilo, mas o resultado foi razoável.
 3,30 kg Pilsner
1,20 kg Pale Malt
0,40 kg Munich Malt
0,40 kg Vienna Malt
0,20 kg Carared/Crystal Malt - 20L
0,30 kg Candy sugar
8,00 gm Galena [13,00 %] 60 min
10,00 gm Columbus  [14,00 %] 60 min
10,00 gm Saaz [4,00 %] 15 min
A primeira de uma série.
  O priming foi com 6 g/l de açúcar refinado. Não coloquei mais devido ao terrorismo que me fizeram em relação as "garrafas bombas". Fruto do excesso de carbonatação.
  Depois de 14 dias carbonatando abri a primeira. O barulhinho Shiiii ao abrir a garrafa até arrepiou.
  Impressão final: A cerveja ficou muito encorpada e  muito amarga. Um desequilíbrio típico de quem não conhecia a característica dos insumos muito bem.
  Mas deu boa!!!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Como tudo começou...

  Tudo começou assim: Acordei com vontade de fazer cerveja.
  Como não tinha idéia de como começar, fiz um minicurso aqui em Joaçaba com o mestre Alison (http://www.beertraining.com.br/ ).
  Comprei as panelas e os insumos. Convencí a dona da casa a me ceder um espaço e os vizinhos a suportarem aquele cheiro maravilhoso.
  Lí um monte a respeito e depois resolví me aventurar.
  Daí foi um pulo.